sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Verdades e reflexões sobre a morte



Verdades e reflexões sobre a morte: você também fica chocado com a morte? Você já se perguntou por que as pessoas morrem? Você gostaria de saber quem é a solução para a morte?
Pr. Hiramar Paiva.
A todo instante, seja de forma pessoal, pela mídia escrita, falada ou televisionada, somos informados acerca da morte de alguém. As razões são diversas: Causas naturais, acidentes áreas, acidentes automobilísticos, acidentes de trabalho, catástrofes naturais, como: Enchentes, terremotos, maremotos. Em todos esses casos, percebemos que a morte não é elitista, pois morrem ricos e pobres, famosos e anônimos, reis e plebeus. De igual modo, a morte não respeita a idade de ninguém, tanto crianças, como jovens e anciãos têm as suas vidas ceifadas. Quanto a nós, falamos na maior naturalidade (uma naturalidade, apenas aparente) que um dia também chegará a nossa vez, afinal de contas “não nascemos pra semente”. Bem, é isso que dizemos todos os dias e é isso que ouvimos as pessoas dizerem todos os dias. Contudo, a questão não é tão simples assim, de fato, a morte é uma experiência extremamente chocante e terrivelmente aterradora.
Por mais que procuremos transmitir tranquilidade ao falarmos desta “etapa” da vida, a morte é sim a experiência que mais assusta e que mais “mexe” com o ser humano. Tanto isso é verdade, que a maioria foge desse assunto, como o Diabo foge da cruz. Sinceramente, eu acho que fugir do assunto não é a saída mais sensata. É necessário trazer esse tema à discussão, pois um dia também chegará a nossa vez de enfrentar o último inimigo.
Existem muitas questões sobre a morte que devem ser discutidas e refletidas. Em primeiro lugar, é necessário ponderar sobre onde encontraremos as informações seguras sobre esse tópico tão relevante. Eu quero propor a Bíblia Sagrada, a Santa e infalível Palavra de Deus. Sugiro a Bíblia Sagrada, pois, o tema em pauta transcende os limites da sabedoria humana. Recorramos, pois, ao livro que também transcende os limites da sabedoria humana, a Bíblia Sagrada, o livro cujo autor é o próprio Deus. É necessário entender, do ponto de vista bíblico, o que significa a palavra morte e qual o sentido do termo morrer. A palavra morte significa, simplesmente, separação. A Palavra de Deus fala de três tipos de mortes: A morte espiritual: estado, no qual, o homem se encontra separado de Deus; a morte física: Ocorre quando o espírito se separa do corpo; e a morte eterna: Situação na qual o indivíduo é lançado no inferno e viverá para sempre, separado da pessoa e da presença de Deus.
Claro também que quando se fala de um assunto de tão grande importância, não se pode deixar de questionar o motivo pelo qual nós morremos ou o que causa a morte. Eu imagino que nesse ponto da reflexão, muitos se apressarão e facilmente enumerarão dezenas de razões: Violência urbana (e agora também rural), enfermidades, guerras, acidentes de várias formas e em vários ambientes, catástrofes naturais, velhice, etc, etc, etc. Eu preciso dizer que essas são apenas as causas secundárias da morte. A causa primária da morte, em todas as suas formas, é o pecado. Isso mesmo, a causa da morte é o pecado. Nós morremos, porque pecamos. Todos nós estamos debaixo da maldição da morte, porque todos nós somos pecadores. A Bíblia Sagrada afirma isso de forma categórica: Porque o salário do pecado é a morte. (Romanos 6:23a.). Para entender melhor essa relação de causa e efeito existente entre o pecado e a morte, é necessário olhar para o primeiro casal de seres humanos: Adão é Eva. Quando Deus criou o primeiro homem fez uma determinação muito séria e solene: Ele poderia comer de toda a árvore do jardim, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal. (notem, como Deus foi generoso, de toda a vasta criação da flora, Ele privou o homem apenas de uma das árvores do jardim). Com essa proibição, Deus também anunciou o castigo, caso houvesse desobediência: O castigo seria exatamente a morte: E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2:16-17). Não somente Adão, mas também Eva, comeram do fruto que Deus proibira: Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.  (Gênesis 3:6). A partir daquele momento, o homem passou a viver debaixo da maldição da morte. Pelo pecado cometido, ele se separou de Deus, pois o pecado constitui uma “parede” que separa a criatura do Criador. Isso foi muito bem ilustrado, pelo fato de ter sido o homem e a mulher expulsos do Éden e da presença de Deus: Gênesis 3:23 - O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado.  Essa é a morte espiritual. Igualmente, por causa do pecado, veio a morte física: Gênesis 3:19b. - Porque tu és pó e ao pó tornarás. Pelo mesmo motivo, veio a morte eterna: O homem que morre em seu estado natural, sem confessar os seus pecados a Deus e sem confessar a pessoa de Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, é lançado no inferno: João 3:18 - Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.  Para que não haja qualquer dúvida, o apóstolo Paulo afirma: Romanos 5:12 - Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. É necessário dizer que Deus não é o culpado pela morte de ninguém. Quando morre alguém, podemos ter certeza que isso tem relação direta com o pecado, pode ser o pecado universal, por exemplo, a morte por “causas naturais” ou pode ser causado por um pecado pessoal, por exemplo, alguém que se embriaga e ultrapassa os limites de velocidade (isso é um pecado pessoal) e morre em um acidente automobilístico. Observando a questão por esse prisma, fica mais fácil compreender por que a morte é algo tão difícil de aceitar: O homem foi criado sem pecado, portanto, para viver eternamente. Pode-se dizer assim: no DNA de todos nós está escrito a palavra vida, e não morte. Ao mesmo tempo, olhando toda a maldade do coração humano, a morte deveria ser encarada como algo natural para quem, deliberamente, ousou desabedecer uma ordem divina. Ninguém se choca, ao olhar para o alto de uma mangueira e encontrar uma manga, visto que o fruto natural da mangueira é a manga; semelhantemente, o fruto natural do pecado é a morte.
Uma última questão não pode ser ignorada: Há solução para a morte? Há sim, Jesus Cristo o Filho de Deus é a solução para a morte. Jesus é a solução para morte, porque Ele age na origem do problema que é o pecado. Ele morreu e derramou o seu sangue remidor e purificador; como diz João: 1 João 1:9 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.  Jesus é a solução para a morte, pois Ele a enfrentou e a venceu. Isso mesmo, Jesus morreu, mas a morte não o deteve, pois no terceiro dia Ele ressurgiu, como testificam as Escrituras Sagradas: 1 Coríntios 15:3-4 -  Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Jesus é a solução para a morte, pois Ele declarou que é a ressurreição e a vida: João 11:25  Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Finalmente, podemos afirmar que Jesus é a solução para morte espiritual, pois Ele nos aproxima de Deus; Ele é a solução para a morte física, porque Ele ressuscitará todos os que morreram; Ele é a solução para a morte eterna, porque Ele concede a vida eterna, infinita e abundante com Deus - João 10:28 - Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. 
Pr. Hiramar Paiva, sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Prega a Palavra


Prega a Palavra
2 Tim. 4:1-5
OBS:  Sermão pregado no templo da Igreja Batista Filadélfia em Umarizal, RN, na noite do dia 26 de janeiro de 2012, por ocasião das festividades alusivas ao quarto aniversário da Rádio comunitária Fraternidade FM, 104,9.
Introdução:
A.    Um dos aspectos mais positivos que temos em nosso país é a liberdade de culto.
B.    No nosso país, qualquer cidadão, independentemente de sua posição religiosa, pode se reunir com seus pares, defender e propagar as suas convicções.
C.    Neste contexto de liberdade religiosa, as rádios comunitárias têm sido um poderosíssimo instrumento de propagação da fé.
D.    Para nós evangélicos as rádios comunitárias têm sido:
1)    Uma porta aberta para a propagação do verdadeiro e genuíno cristianismo.
2)    Ao mesmo tempo, essa porta aberta vem acompanhada de uma grande responsabilidade:
1.    Para os que anunciam o Evangelho.
2.    E para os que ouvem o Evangelho.
E.    Creio eu que este é um momento propício para fazermos uma reflexão:
1)    Os pregadores: De que maneira temos utilizado essa porta que nos foi aberta?
2)    Os que ouvem o Evangelho: Qual tem sido a reação diante desta oportunidade de ouvir o Evangelho?
Trans:  A minha intenção nesta noite é que nós foquemos a nossa atenção neste texto da Palavra de Deus, escritas por Paulo ao jovem pastor e pregador Timóteo.

Trans: Em primeiro lugar Paulo aponta a responsabilidade principal dos que têm a incumbência de anunciar o Evangelho...
I. A Nossa Responsabilidade É Pregar – “Prega” – V. 2a.
A.    Qual o significado do termo Pregar? O que é uma pregação?
1)    No contexto do Novo Testamento pregação:
1.    É a proclamação pública do cristianismo ao mundo não cristão.
2.    A verdadeira pregação não é um mero discurso de caráter religioso.
3.    Pregar não significa divulgar uma denominação religiosa, mas anunciar o verdadeiro cristianismo.
2)    No Novo Testamento são empregados certos termos específicos para se referir a atividade de pregar:
1.    KERYSSO – Proclamar como um arauto.
a)    O que é um arauto?
a.    No mundo antigo, referia-se a um homem de reconhecido caráter e idoneidade.
b.    O arauto era empregado pelo Estado para fazer todos os tipos de proclamações que fosse do interesse do povo.
b)    Portanto, pregar é anunciar como um arauto.
2.    EUANGELIZOMAI:
a)    Significa levar as boas novas.
b)    Este vocábulo é derivado da palavra ANGELLO.
c)    Que por sua vez origina a palavra ANJO, que quer dizer MENSAGEIRO.
B.    Assim, podemos afirmar que o verdadeiro pregador é um mensageiro chamado e enviado por Deus.
Ilus: Em segundo lugar, Paulo aponta qual deve ser o objeto da nossa pregação...
II. O Objeto da Pregação Ou O Que Deve Ser Pregado - “Prega a Palavra” – V. 2a.:
A.    O objeto de ocupação do arauto da fé é pregar a Palavra.
B.    Isto é, a função do verdadeiro mensageiro que está a serviço de Jesus é anunciar a Palavra.
C.    Contudo é necessário sabermos que Palavra é essa – Qual o significado aqui do vocábulo palavra?
1)    Existem no Novo Testamento dois termos que se referem à Palavra:
1.    RHEMA:
a)    Utilizado por Jesus, por exemplo, na parábola do semeador, quando Ele declarou - Lucas 8:11 - Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus. 
b)    Algumas vezes, Jesus empregou a expressão “MINHAS PALAVRAS” - Mateus 24:35 - Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. 
c)    No entendimento da Igreja primitiva a Palavra se referia à mensagem revelada por Deus aos apóstolos – A Palavra Inspirada
d)    Esta Palavra recebeu do Apóstolo Paulo certas designações especiais:
a.    Palavra da Vida – Filipenses 2:16 a.- Preservando a palavra da vida.  
b.    Palavra da Verdade – Efésios 1:13 - Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade.
c.    Palavra da Salvação – Atos 13:26 - Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus, a nós nos foi enviada a palavra desta salvação. 
d.    Palavra da Reconciliação – 2 Coríntios 5:19 - A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 
e.    E Palavra da Cruz - 1 Coríntios 1:18 - Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. 
2.    LOGOS:
a)    Refere-se à mensagem do Evangelho Cristão.
b)    O termo LOGOS é empregado em textos, como:
a.    Marcos 2:2 - Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. 
b.    Gálatas 6:6 - Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui. 
c)    É muito importante dizer que esse termo grego LOGOS é utilizado no Novo Testamento como um título para se referir à de pessoa Jesus Cristo:
a.    João 1:1 - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
b.    João 1:14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
d)    Qual a importância disso – É que nos mostra que pregar significa, fundamentalmente, anunciar a pessoa de Jesus.
Trans: Agora, é necessário sabermos...
III. De Que Maneira A Palavra Deve Ser Anunciada – V. 2c. Insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.
A.    Com insistência – V. 2c. Insta:
1)    Ilustrada no chamado de Deus ao profeta Ezequias:
2)    Ouçam bem isso:
1.    Ezequiel 2:7 - Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.
2.    Ezequiel 3:11  - Eia, pois, vai aos do cativeiro, aos filhos do teu povo, e, quer ouçam quer deixem de ouvir, fala com eles, e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus.
B.    Com ousadia – V. 2d. - Quer seja oportuno, quer não:
1)    Ilustrada no chamado de Deus ao profeta Jeremias:
2)    Ouçam bem isso – Jeremias 1: 8-10 - Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR. Depois, estendeu o SENHOR a mão, tocou-me na boca e o SENHOR me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares.
C.    Com sinceridade – V. 2e. - Corrige, repreende, exorta.
1)    Muito vezes o pregador cai no erro de não corrigir, repreender e exortar os seus ouvintes.
2)    Ele se torna um pregador insincero – Ele não ministra ao povo, o que o povo necessita ouvir, mas o que o povo quer ouvir.
3)    Mas notem qual era a atitude de Paulo - Gálatas 1:10 - Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. 
D.    Com amor – V. 2f. Com toda longanimidade.
1)    Longanimidade é PACIÊNCIA.
2)    É a capacidade de não mudar o foco ou a determinação, apesar das dificuldades.
3)    Por tudo isso, o amor é imprescindível - 1 Coríntios 8:1a. - O saber ensoberbece, mas o amor edifica. 
E.    Com conteúdo – V. 2g. – E doutrina.
1)    Doutrina significa:
1.    Ensinamentos.
2.    Conjunto de princípios.
3.    É a pregação com essência e conteúdo.
2)    Tudo isso hoje está cada vez mais raro - 1 Pedro 2:2 - Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação.
IV. Uma Palavra de Advertência Aos Que Pregam E Aos Que Ouvem A Palavra – Surgiria Uma Atitude de Verdadeira Rejeição À Palavra De Deus – V. 3-4 - Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
A.    Notem a atitude de verdadeiro repúdio à sã doutrina – V. 3a. - Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina.
B.    Surgiriam pregadores com o desejo satisfazer os interesses de cada indivíduo – V. 3b. - Pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças
C.    Muitos iriam demonstrar verdadeira ojeriza à Palavra – V. 3c. Como que sentindo coceira nos ouvidos.
D.    Haveria a aceitação da mentira humana em detrimento da verdade divina – V. 4 - E se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.
V. Uma Admoestação Final Aos Pregadores - V. 5 - Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.
A.    Uma atitude diferente daquela praticada pela maioria – V. 5a. - Tu, porém.
B.    Sobriedade Cristã – V. 5b. - Sê sóbrio em todas as coisas.
C.    Disposição e abnegação – V. 5c. - Suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista.
D.    Fidelidade em cumprir o ministério – 5d. - Cumpre cabalmente o teu ministério.
Conclusão:
A.    Esta exortação deve ser levada a sério por todos nós, por uma razão muito forte.
B.    Todos nós daremos contas a Deus: Tanto os que pregam, como os que ouvem, quer estejamos vivos ou mortos - 2 Timóteo 4:1 - Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
Pr. Hiramar Paiva, terça-feira, 26 de janeiro de 2012.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Em Jesus você pode descansar – Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores


Em Jesus você pode descansar – Ele é o Rei dos reis e o  Senhor dos senhores
Quando Jesus Cristo nasceu da virgem Maria, há cerca de dois mil anos, sendo esta, a sua primeira vinda a este mundo (Ele ainda voltará outra vez), o povo judeu esperava que Ele fosse empunhar a sua espada e libertá-los do domínio do império romano. Essa expectativa tinha até razão de ser, pois Israel era um país dominado pelos romanos e que por isso, havia perdido tanto a sua soberania, como a sua autonomia de nação livre; sendo assim, havia um profundo anseio pelo surgimento de alguém forte e competente o suficiente, que os livrasse de tão tenebroso jugo.  No imaginário daquele povo, Jesus de Nazaré era esse homem, afinal de contas, ele se encaixava perfeitamente nas profecias do Velho Testamento, não restando nenhuma dúvida quando a sua identidade de Messias e Filho de Deus. Contudo, para um povo que vivia um estado de frieza e cegueira espirituais, ver Jesus Cristo, aparentemente derrotado, pendurado em uma cruz e morto, foi uma grande e amarga decepção. Ao que tudo parecia indicar, os céticos que diziam que Jesus não era o Messias, mas sim, um grande embusteiro e enganador, tinham razão, e, de fato, àquele pregador que foi criado na cidade de Nazaré, e que se autodenominava, O Filho de Deus, era apenas mais um dos pseudos Messias, figuras tão comuns naqueles dias. De fato, podemos imaginar que, até os seus seguidores mais fiéis e devotados, olhavam para aquela triste cena, pensavam nas palavras que Ele dissera e nos milagres que Ele realizara, e se perguntavam: Será que este realmente é o Messias prometido do Velho Testamente, o que se sentará no trono de Davi, o Redentor de Israel e de todo a humanidade?
Verdade seja dita: Não havia nenhuma profecia bíblica, que anunciasse a vinda de um libertador, nos termos que os judeus desejavam. Muito pelo contrário, as profecias anunciavam que o Messias faria uma obra gigantesca e jamais vista, mas, de caráter espiritual e não política. O próprio Jesus afirmou, para quem quisesse ouvir, que o seu reino não era deste mundo, como o fez diante de Pilatos - O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. (João 18:36). Isso não significava que Jesus não fosse Rei ou Senhor. Ele é de fato, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, verdade esta, três vezes declarada nas páginas do Novo Testamento: Primeiramente, pelo apóstolo Paulo em 1Timóteo 6:14-16 - Que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém! Em segundo lugar, pelo apóstolo João, em Apocalipse 17:14  - Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele. E finalmente, pelo mesmo apóstolo João, também no livro de Apocalipse 19:16 - Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.
Assim, vemos de maneira inequívoca que Jesus Cristo é realmente o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Os Judeus é que não compreenderam que Ele não veio para conquistar impérios e monarquias neste mundo, mas, para resgatar almas do inferno; que a sua arma não é a espada, mas o sublime e inigualável amor; que Ele não veio para reinar em um palácio, mas nos corações de todos os homens.
Algo maravilhoso acontece quando o Filho de Deus assume o controle das nossas vidas e se torna o nosso Rei e Senhor: Todo o nosso ser, ações e pensamentos glorificam a Deus e nós passamos a ter comunhão com o Pai celeste. Quando isso acontece, ruem as cadeias do mal, caem as maldições diabólicas, e homens e mulheres, outrora, perdidos e vencidos pelos pecados, são feitos súditos do Grande Rei e herdeiros da pátria eterna.
Em Jesus você pode descansar.
Pr. Hiramar Paiva terça-feira, 24 de janeiro de 2012.